Crescimento de crianças egressas de unidade de cuidados intensivos neonatais: um dilema ético e atual

Luiz Carlos de Abreu, Roberta da Silva Costa, Márcia Fujiko Torigoshi, Adriana Gonçalves de Oliveira, Sílvia Espiridião, Carlos Mendes Tavares, Arnaldo Augusto Franco da Siqueira

Resumo


O crescimento infantil se constitui em um dos melhores indicadores de saúde da criança e o retardo estatural representa atualmente, a característica antropométrica mais representativa do quadro epidemiológico no Brasil. Ademais, vários fatores, como os pré-natais e os pós-natais podem influenciar o crescimento infantil. Portanto, o processo de crescimento está influenciado por fatores intrínsecos (genéticos) e extrínsecos (ambientais), dentre os quais se destacam a alimentação, a saúde, a higiene, a habitação e os cuidados gerais com a criança, que atuam acelerando ou retardando esse processo. Em razão da comprovada natureza multicausal do crescimento infantil, vários estudos têm sido desenvolvidos, buscando relacionar variáveis biológicas, socioeconômicas, maternas, ambientais, culturais, demográficas, nutricionais, entre outras, com a sua etiologia, seu desenvolvimento e sua manutenção. Assim, o objetivo desse trabalho é de analisar a evolução do crescimento de crianças nascidas de parto prematuro e que receberam terapia de reposição com surfactante pulmonar e comparar o crescimento das crianças que receberam surfactante pulmonar exógeno com aquelas que não receberam esse fármaco, visando preencher essa lacuna existente na literatura científica nacional e internacional pesquisada. Por outro lado, as investigações sobre o crescimento na primeira infância devem ser permanentes, devido às repercussões em longo prazo sobre a saúde infantil.

Palavras-chave


Crescimento; antropometria; surfactante pulmonar; criança

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