Relacionamento enfermeiro, paciente e família: fatores comportamentais associados à qualidade da assistência

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Amanda Batista Siqueira
Rosangela Filipini
Maria Belén Salazar Posso
Ana Maria Marcondes Fiorano
Sônia Angélica Gonçalves

Resumo

O cuidado complexo envolve necessidades bio-psico-sócio-espirituais e afetivas e está diretamente relacionado ao processo de comunicação entre o enfermeiro–cliente. Para haver o cuidado eficaz, ambos os sujeitos precisam compreender os sinais que determinam as relações interpessoais, seja pelos gestos, expressões ou palavras. Objetivo: identificar os fatores comportamentais que permeiam o relacionamento entre enfermeiro, família e paciente em coma. Metodologia: Pesquisa bibliográfica não sistematizada, na qual foram levantados 14 artigos científicos e, a partir da análise crítica destes, desenvolveu-se o tema em estudo. Resultados: Mediante os dados obtidos, destaca-se que a tal temática vem se configurando de extrema importância e até preocupante, pois os resultados mostraram que a comunicação é essencial para se instituir a assistência de enfermagem humanizada e promover o relacionamento interpessoal. Por outro lado, os cuidados de enfermagem prestados aos pacientes inconscientes e seus familiares encontram-se fragmentados e revelaram alguns fatores que dificultam esta relação, tais como a exigida agilidade no desempenho das funções do enfermeiro na Unidade de Terapia Intensiva e ansiedade por parte dos profissionais de saúde no enfrentamento do processo de morrer. Conclusão: Há emergente necessidade de investir na prática humanizada de enfermagem, objetivando a melhor condição de vida possível para o paciente e seu familiar. A comunicação é o grande fator positivo na relação equipe–paciente–família. O equilíbrio emocional deve permear a assistência e possibilitar o desenvolvimento de estratégias de promoção à saúde.

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Seção
Artigos

Referências

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