Atividade física e indicadores de saúde em pessoas vivendo com HIV/aids

Hygor Cordeiro, Lidyane Midori Kitagawa, Milena Arantes Máximo, Douglas Fernando Dias, Débora Alves Guariglia

Resumo


Introdução: O estilo de vida ativo pode contribuir de forma expressiva em pessoas vivendo com HIV/aids auxiliando na melhoria das capacidades físicas e combate aos efeitos adversos da medicação. Objetivo: Analisar a associação entre atividade física e fatores sociodemográficos e de saúde em pessoas vivendo com HIV/aids do município de Ourinhos-SP. Métodos: Foram entrevistados pacientes em tratamento no Serviço de Atendimento Especializado em Doenças Infecciosas (SAEDI). A atividade física habitual e seus domínios foram avaliados mediante o questionário de Baecke, além disso, os prontuários dos pacientes foram acessados para coleta de dados adicionais de saúde. Resultados: Como principais resultados, observou-se baixos níveis de atividade física de lazer na população investigada (21,0%). Modelos de regressão de Poisson ajustados por fatores de confundimento identificaram associação entre atividade física ocupacional e maior classe social (RP: 3,32; IC95%: 1,34-8,25); atividades físicas de lazer e locomoção e maior pressão arterial diastólica (PAD) (RP: 3,17; IC95%: 1,43-7,07); atividade física habitual e tempo de diagnóstico superior a 150 meses (RP: 3,18; IC95%: 1,16-8,72) e maior prevalência de exercícios físicos no lazer associou-se a maior classe social (RP: 2,86; IC95%: 1,11-7,36). Conclusão: Pessoas vivendo com HIV/aids em tratamento na região de Ourinhos apresentam baixos níveis de atividade física. Além disso, classe social, tempo de diagnóstico e PAD apresentaram relações com atividade física.


Palavras-chave


Síndrome da imunodeficiência adquirida; atividade motora; prioridades em saúde

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Referências


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DOI: https://doi.org/10.7322/abcshs.v43i3.1000

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