Biossegurança na odontologia

André Luiz Dantas Bezerra, Milena Nunes Alves de Sousa, Ankilma do Nascimento Andrade Feitosa, Elisangela Vilar de Assis, Criseuda Maria Benício Barros, Eclivaneide Caldas de Abreu Carolino

Resumo


Introdução: As atividades laborais, de modo geral, expõem os trabalhadores a riscos ocupacionais dos mais variados. Esses riscos incluem agentes físicos, químicos, ergonômicos, de acidentes e biológicos. O contato rotineiro com esses últimos deve ser motivo de reflexão e intervenção. Objetivo: Descrever os aspectos da biossegurança na odontologia. Métodos: Foi realizada uma revisão do estado da arte, adotando-se critérios para análise dos trabalhos mais diretamente relacionados à prática odontológica. A partir dos descritores controlados (DeCS) "biossegurança" e "odontologia", procederam-se a busca na Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde, na Scientific Electronic Library Online, na National Library of Medicine e na Biblioteca Cochrane. Resultados: Com a associação entre os DeCS, chegou-se a 66 artigos, porém, após refinamento foram incluídos nesta revisão 12 artigos. Nos resultados foi evidenciado que a produção científica sobre biossegurança é vasta, bem como é ampla na odontologia, contudo, quando da concentração de trabalhos contempladores da associação dos termos biossegurança e odontologia, a quantidade de estudos diminui consideravelmente. Não obstante, as pesquisas foram, em sua maioria, desenvolvidas por estudiosos nacionais, da região nordeste e evidenciaram que o conhecimento e a adoção de medidas de segurança biológica na área ainda são insuficientes para garantir a proteção da equipe e dos pacientes qualitativamente. Conclusão: Sugere-se que as normas de precaução padrão sejam seguidas rigidamente e que ações de educação sejam promovidas entre os profissionais.


Palavras-chave


fatores biológicos; exposição a agentes biológicos; odontologia.

Texto completo:

PDF

Referências


Krieger D, Bueno R, Gabardo MCL. Perspectivas de biossegurança em odontologia. Rev Gestão Saúde. 2010;1(2):1-10.

Brasil. Ministério do Trabalho e Emprego. Portaria GM nº 485, de 11 de novembro de 2005. Dispõe sobre a segurança e saúde no trabalho em serviços de saúde. Brasília: Diário Oficial da União 16/11/05. Seção 1; 2005.

Brasil. Ministério do Trabalho e Emprego. Portaria GM nº 939, de 18 de novembro de 2008. Dispõe sobre a segurança e saúde no trabalho em serviços de saúde. Brasília: Diário Oficial da União de 19/11/08; 2008.

Brasil. Ministério do Trabalho e Emprego. Portaria GM nº 1.748, de 30 de agosto de 2011. Dispõe sobre a segurança e saúde no trabalho em serviços de saúde. Brasília: Diário Oficial da União de 31/08/11; 2011.

Jorge AOC. Princípios de biossegurança em odontologia. Rev Biociênc. 2002;8(1):7-17.

Engelmann AI, Daí AA, Miura CSN, Bremm LL, Boleta-Ceranto DCF. Avaliação dos procedimentos realizados por cirurgiões-dentistas da região de Cascavel-PR visando ao controle da biossegurança. Odontol Clín Cient. 2010; 9(2):161-5.

Machado GL, Kather JM. Estudo do controle da infecção cruzada utilizada pelos cirurgiões-dentistas de Taubaté. Rev Biociênc. 2002; 8(1): 37-44.

Garbin AJ, Garbin CA, Arcieri RM, Crossato M, Ferreira NF. Biosecurity in public and private office. J Appl Oral Sci. 2005;13(2):163-6. http://dx.doi.org/10.1590/S1678-77572005000200013

Pimentel MJ, Batista Filho MMV, Rosa MRD, Santos JP. Utilização dos equipamentos de proteção individual pelos acadêmicos de Odontologia no controle da infecção cruzada. Rev Bras Odontol. 2009;66(2):211-5.

Orestes-Cardoso SM, Farias ABL, Pereira MRMG, Orestes-Cardoso AJ, Cunha Júnior IF. Acidentes perfurocortantes: prevalência e medidas profiláticas em alunos de odontologia. Rev Bras Saúde Ocup. 2009;34(119):6-14. http://dx.doi.org/10.1590/S0303-76572009000100002

Vasconcelos MMVB, Brasi CMV, Mota CCBO, Carvalho NR. Avaliação das normas de biossegurança nas clínicas odontológicas da UFPE. Odontologia Clín Científ. 2009;8(2):151-6.

Oliveira GMF, Ribeiro GA, Oliveira PM, Burgos MEA. Avaliação das atitudes de prevenção de infecção cruzada através de inspeção visual nas clínicas de graduação da Faculdade de Odontologia de Pernambuco – FOP/UPE. Odontol Clín Cient. 2010;9(4):349-53.

Pinelli C, Garcia PPNS, Campos JADB, Dotta AAV, Rabello AP. Biossegurança e odontologia: crenças e atitudes de graduandos sobre o controle da infecção cruzada. Saúde Soc. 2011;20(2):448-61. http://dx.doi.org/10.1590/S0104-12902011000200016

Mengarelli RRI. La bioética como soporte de la bioseguridad. Acta Bioeth. 2006;12(1):29-34. http://dx.doi.org/10.4067/S1726-569X2006000100004

Bugarin Júnior JG, Garrafa V. Bioética e biossegurança: uso de biomateriais na prática odontológica. Rev Saúde Pública. 2007;41(2):223-8. http://dx.doi.org/10.1590/S0034-89102007000200008

Santos FS, Scannavino FLF, Martins AT, Oliveira SC, Dias AP, Rodrigues RV. Conhecimento de acadêmicos em Odontologia sobre a desinfecção de moldes de hidrocolóide irreversível. Rev Odonto Ciênc. 2008;23(4):371-4.

Diniz DN, Bento PM, Pereira MSV, Pereira JV, Silva DF, Costa MRM, et al. Avaliação do conhecimento sobre biossegurança em radiologia pelos alunos do curso de Odontologia da Universidade Estadual da Paraíba. Arq Ciênc Saúde. 2009;16(4):166-9.

Schroeder MDS, Marin C, Miri F. Biossegurança: grau de importância na visão dos alunos do curso de graduação de Odontologia da Univille. Rev Sul-Bras Odontol. 2010;7(1):20-6.

Lopes N, Prates N, Rabelo R, Wanderley-Cruz JF. Análise da permeabilidade das luvas de látex para procedimento mais utilizadas por alunos da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal da Bahia. R Ci Méd Biol. 2009;8(2):206-12.




DOI: https://doi.org/10.7322/abcshs.v39i1.251

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2014 André Luiz Dantas Bezerra, Milena Nunes Alves de Sousa, Ankilma do Nascimento Andrade Feitosa, Elisangela Vilar de Assis, Criseuda Maria Benício Barros, Eclivaneide Caldas de Abreu Carolino