Análise da confiabilidade e concordância dos métodos paquímetro e polpas digitais na mensuração da diástase do músculo reto abdominal

Ana Carolina Rodarti Pitangui, Letícia Kazue Fukagawa, Carla Santos Barbosa, Alaine Souza Lima, Mayra Ruana de Alencar Gomes, Rodrigo Cappato de Araújo

Resumo


Introdução: Métodos palpatórios como paquímetro e polpas digitais são técnicas clinicamente viáveis para determinar a diástase dos músculos retos abdominais. Objetivo: Avaliar a confiabilidade e a concordância dos métodos paquímetro e polpas digitais na mensuração da diástase do músculo reto abdominal no puerpério imediato. Métodos: Estudo descritivo do tipo transversal com mulheres no puerpério imediato. As medidas foram realizadas em momentos distintos por duas avaliadoras. Os pontos de referência para mensuração foram: três dedos (4,5 cm) acima e abaixo da cicatriz umbilical e na região umbilical. A diástase foi graduada por meio do paquímetro e pelo número de dedos entre as bordas mediais dos músculos retos abdominais. Foi estimado um valor de 1,5 cm para cada dedo. Considerou-se presença de diástase quando ocorreu afastamento maior que 3 cm entre as bordas mediais dos retos abdominais. A análise estatística foi realizada pelo coeficiente de Kappa ponderado, para avaliação da concordância entre as técnicas, e pelo coeficiente de correlação intraclasse para avaliar a confiabilidade. Em todas as análises foi adotado nível de significância p<0,05. Resultados: Foram avaliadas 261 puérperas, com média de idade de 23,74±6,42 anos. Destas, 143 (54,8%) eram primíparas e 118 (45,2%) multíparas. Foram verificados valores excelentes na confiabilidade da técnica das polpas digitais e valores moderados com o uso do paquímetro. A concordância entre as duas técnicas demonstrou-se excelente. Conclusão: As duas técnicas, polpas digitais e paquímetro, revelaram-se instrumentos confiáveis e com concordância na mensuração da diástase do músculo reto abdominal.


Palavras-chave


período pós-parto; reprodutibilidade dos testes; abdome; fisioterapia; paridade

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DOI: https://doi.org/10.7322/abcshs.v41i3.904

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