A Escola de Formação em Saúde da Família Visconde Sabóia: narrativas que resgatam uma história

Maria José Galdino Saraiva, Eliany Nazaré Oliveira, Maria Socorro de Araújo Dias, Lielma Carla Chagas da Silva, Cleide Carneiro

Resumo


Introdução: A institucionalização do Sistema Único de Saúde (SUS) trouxe inovações no campo da formação e gestão, promovendo melhoria na qualificação dos trabalhadores. Para atender a esta demanda foram instituídas as Escolas Técnicas do SUS que se propõem a realizar esta atividade em consonância com as necessidades das instituições de saúde e da Reforma Sanitária. Objetivo: Sabendo da importância dos centros formadores, objetivou‑se descrever as narrativas presentes no cenário da Educação na Saúde acerca da Escola de Formação em Saúde da Família Visconde de Sabóia (EFSFVS). Métodos: O estudo utiliza abordagem qualitativa de caráter exploratório‑descritivo favorecendo a exploração da gênese da EFSFVS. A análise do estudo compreendeu o período de 2001 a 2012, palmilhando a exploração da história oral e documentos, tendo como sujeitos dez memorialistas com seus relatos oral, através de entrevistas, complementados pela análise documental. Resultados: Identificou‑se um fosso de registros sistematizados da História da Instituição possibilitando um possível esquecimento da memória carecendo de estudos que possam contribuir na uniformização e concentração das informações e a relação dialógica da EFSFVS com os segmentos que compõem o quadrilátero da Saúde. Outra evidência foi a existência de uma intensa relação entre a EFSFVS e o Controle Social, como: reuniões, participação em conferências e processos formativos tendo como público alvo os conselheiros. Conclusão: A EFSFVS teve sua criação e implantação a partir da necessidade de formação e educação permanente para os trabalhadores e desde então vem contribuindo na qualificação profissional, com algumas limitações referentes a documentações que possam relatar sua história.


Palavras-chave


educação em saúde; capacitação de recursos humanos em saúde; instituições acadêmicas; Sistema Único de Saúde.

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DOI: https://doi.org/10.7322/abcshs.v40i3.795

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