Evolução e padrões da mortalidade por suicídio entre idosos no Brasil, de 1996 a 2022: um estudo populacional
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Resumo
Introdução: O suicídio em idosos tem apresentado crescimento preocupante no Brasil, destacando a necessidade de compreender sua evolução ao longo das últimas décadas. Objetivo: Analisar a evolução dos óbitos por suicídio e suas características em idosos brasileiros entre 1996 e 2022. Métodos: Estudo epidemiológico transversal e retrospectivo, utilizando dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM/DATASUS) e estimativas populacionais do IBGE. Incluíram-se todos os óbitos por suicídio (CID-10: X60-X84) em indivíduos com 60 anos ou mais. As taxas de mortalidade foram calculadas por 100 mil habitantes e analisadas por sexo, faixa etária, raça/cor, escolaridade, estado civil, unidade federativa e meio utilizado. Tendências temporais foram avaliadas pelo modelo de Prais-Winsten, e a comparação entre unidades federativas e o país foi realizada para 2022. Resultados: Houve aumento de 24,6% na taxa total de suicídio entre idosos, passando de 7,11 para 8,86 por 100 mil habitantes. O crescimento foi mais acentuado entre homens (31,4%) do que entre mulheres (10,5%). Os óbitos concentraram-se em idosos de 60–64 anos, de raça/cor branca e com baixa escolaridade. O enforcamento foi o principal meio de cometimento (70,8%). As regiões Norte e Nordeste apresentaram elevações expressivas, enquanto o Rio Grande do Sul manteve as maiores taxas do país. Em 2022, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Piauí e Minas Gerais apresentaram taxas significativamente superior à nacional. Conclusão: O suicídio entre idosos no Brasil aumentou nas últimas décadas, com importantes disparidades regionais e sociodemográficas.
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